A recuperação do Bitcoin (BTC) agora é “altamente provável”, à medida que o comportamento do preço do BTC estabelece mais um recorde de baixa.
Principais pontos:
O Bitcoin nunca foi negociado tão abaixo de sua média móvel de 200 dias, mostram os dados.
Como resultado, o comportamento do preço do BTC indica uma “reversão à média”.
A análise descreve um mercado de baixa do Bitcoin “impulsionado por fatores macroeconômicos” atualmente em curso.
Bitcoin registra uma de suas quedas mais rápidas da história
Uma nova análise de Martin Leinweber, diretor de pesquisa e estratégia de ativos digitais da provedora europeia de índices MarketVector Indexes, afirma que a tese de investimento de longo prazo do Bitcoin permanece “intacta”.
O comportamento do preço do BTC nunca se afastou tanto de sua média móvel simples (SMA) de 200 dias, e Leinweber afirmou que a queda abaixo de US$ 60.000 esteve longe de ser algo “normal”.
“O Bitcoin está -2,88σ abaixo de sua média móvel de 200 dias. Em 10 anos de dados, isso literalmente NUNCA aconteceu antes. Nem durante a COVID. Nem durante a FTX. Nunca”, escreveu ele em um fio no X na sexta-feira.
A análise coloca a queda desta semana entre as 15 mais rápidas da história do Bitcoin, com o BTC/USD recuando mais de 22% em uma única semana, um ritmo pior do que em 98,9% de sua história.
“Quando você está no percentil 99 dos piores resultados, a reversão à média se torna altamente provável”, continuou Leinweber.
Dados de quedas de preços de criptoativos. Fonte: Martin Leinweber/X
Estar 2,88 desvios-padrão abaixo da SMA de 200 dias, no entanto, nunca ocorreu antes e faz o Bitcoin superar as quedas de grandes altcoins como Ether (ETH) e Solana (SOL).
“Ainda não estamos em mínimas geracionais. Mas estamos, sim, em extremos estatísticos em vários indicadores”, afirmou a análise.
Distância dos criptoativos em relação à SMA de 200 dias (Z-score). Fonte: Martin Leinweber/X
Apesar disso, Leinweber não tem pressa em prever um fundo de longo prazo para o preço do BTC, argumentando que o piso atual pode ser apenas um fundo “local”.
Ao ampliar o horizonte, no entanto, ainda há motivos para sustentar o cenário de alta do Bitcoin.
“Mercado de baixa = impulsionado por fatores macroeconômicos, não por falha tecnológica. Tese de longo prazo intacta”, concluiu o fio no X.
Compra na queda do Bitcoin exige “paciência”
Mais cedo, o Cointelegraph reportou o caráter recorde das perdas recentes no preço do BTC.
A quinta-feira marcou o primeiro candle diário vermelho de US$ 10.000 da história do Bitcoin, com as liquidações superando eventos de baixa significativos do passado, incluindo o crash da COVID-19 e o colapso da exchange FTX.
Índice de Medo e Ganância Cripto (captura de tela). Fonte: Alternative.me
Ao mesmo tempo, surgiram rapidamente sinais de que investidores de grande volume estavam comprando na queda, com foco em fundos hedge e na Binance.
Ao analisar a onda de liquidações das últimas semanas, o trader Daan Crypto Trades esteve entre os que enxergaram uma potencial oportunidade atrativa de compra.
“O BTC está reagindo a partir do meio da faixa de 2024. O preço caiu 38% em apenas algumas semanas e muitas grandes posições alavancadas foram eliminadas”, disse ele aos seguidores no X.
“Ótimo momento se você está mais líquido em caixa e tem paciência para acumular ou lucrar com a volatilidade.”
Gráfico de três dias do contrato perpétuo BTC/USDT. Fonte: Daan Crypto Trades/X
Este artigo não contém aconselhamento ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento ou negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar a sua própria pesquisa ao tomar uma decisão. Embora nos esforcemos para fornecer informações precisas e oportunas, a Cointelegraph não garante a exatidão, a integridade ou a fiabilidade de qualquer informação contida neste artigo. Este artigo pode conter declarações prospectivas sujeitas a riscos e incertezas. A Cointelegraph não será responsável por quaisquer perdas ou danos decorrentes da confiança nessas informações.
O preço da Solana (SOL) possivelmente formou um fundo em torno de US$ 100 em múltiplos períodos de tempo, um cenário que pode ajudar o preço do SOL a se recuperar em direção a US$ 260 no longo prazo.
Principais destaques:
A recuperação da Solana a partir do suporte semanal em US$ 100 sinaliza uma possível alta do preço até US$ 260.
A demanda on-chain aumentou, com base em um valor total bloqueado recorde e alta atividade na rede.
SOL precisa romper várias resistências antes de atingir US$ 260
A ação de preço do SOL levou ao surgimento de um possível padrão de recuperação em V no gráfico de quatro horas.
O índice de força relativa (RSI) subiu para 36, partindo de condições de sobrevenda em 18 no período de quatro horas, indicando algum impulso de alta.
O RSI diário estava em sobrevenda em 29, um nível que anteriormente marcou fundos de mercado e desencadeou recuperações no preço do SOL.
Enquanto os touros esperam completar o padrão em V, o preço enfrenta barreiras importantes em seu caminho de recuperação, incluindo a faixa de oferta entre US$ 113 e US$ 115, onde convergem algumas linhas de tendência relevantes.
A segunda área de interesse é a zona de oferta entre US$ 125 e US$ 130, definida pela EMA de 50 dias e pela SMA de 50 dias, respectivamente.
Gráfico diário e de quatro horas do SOL/USD. Fonte: Cointelegraph/TradingView
Acima disso, o par SOL/USD pode subir ainda mais em direção à linha de pescoço do padrão, em torno da zona de oferta de US$ 150, o que representa uma alta de 44% em relação ao preço atual.
Ampliando a análise, o gráfico semanal revela um forte suporte para o SOL entre US$ 95 e US$ 100, conforme mostrado abaixo.
A última recuperação a partir desse nível desencadeou uma alta de 166% no preço do SOL, que subiu de US$ 95 para US$ 250 entre abril de 2025 e setembro de 2025.
Se o mesmo cenário se repetir, o SOL pode estender a recuperação atual nas próximas semanas ou meses até US$ 260, representando um aumento de 150% em relação aos níveis atuais.
Gráfico semanal do SOL/USD. Fonte: Cointelegraph/TradingView
As médias móveis de 50 semanas estão entre US$ 140 e US$ 160, uma zona que historicamente atrasou altas de preço ao atuar como resistência.
O trader Tardigrade afirmou que a recuperação do SOL a partir do limite inferior do canal descendente pode levá-lo a subir em direção ao limite superior, em torno de US$ 215.
Fonte: Trader Tardigrade
Conforme noticiado pelo Cointelegraph, o preço do SOL pode subir para a faixa entre US$ 120 e US$ 150 se a EMA de 20 dias em US$ 106 for retomada como suporte.
Valor total bloqueado e atividade da rede Solana sobem
O principal indicador de aplicações descentralizadas (DApps) da Solana começou a mostrar força em meados de janeiro.
O valor total bloqueado (TVL) da rede, que mede o montante depositado em seus contratos inteligentes, subiu para o maior nível da história, alcançando 73,4 milhões de SOL na segunda-feira, avaliados em cerca de US$ 7,5 bilhões aos preços atuais. Isso representa um aumento de 18% na última semana.
Valor total bloqueado da rede Solana, em SOL. Fonte: DefiLlama
A última vez que esse indicador atingiu picos diários foi em junho de 2022, quando o TVL superou 68,3 milhões de SOL. Essa alta foi impulsionada em grande parte pela elevada atividade da rede e pelo boom de NFTs na Solana em 2021, acompanhada por ganhos de 80% no preço do SOL entre junho e agosto de 2022.
Além disso, o número diário de transações na Solana atingiu uma máxima de dois anos de 109,5 milhões na segunda-feira.
Número de transações e volume em DEX da Solana. Fonte: DefiLlama
O volume diário em DEX também alcançou uma máxima de oito meses de 51,3 milhões de SOL na segunda-feira, enquanto o volume semanal de negociações em DEX atingiu uma máxima de 12 meses de 264,8 milhões de SOL na semana encerrada no domingo.
Como reportado pelo Cointelegraph, os endereços ativos diários na Solana registraram um aumento de 115% durante a segunda metade de janeiro, o que historicamente tem sido de alta para o preço do SOL adiante.
Este artigo não contém aconselhamento ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento ou negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar a sua própria pesquisa ao tomar uma decisão. Embora nos esforcemos para fornecer informações precisas e oportunas, a Cointelegraph não garante a exatidão, a integridade ou a fiabilidade de qualquer informação contida neste artigo. Este artigo pode conter declarações prospectivas sujeitas a riscos e incertezas. A Cointelegraph não será responsável por quaisquer perdas ou danos decorrentes da confiança nessas informações.
Investidores retiraram cerca de US$ 1,82 bilhão de ETFs spot de Bitcoin e Ether baseados nos Estados Unidos ao longo dos últimos cinco dias de negociação, à medida que o sentimento de mercado continuou a enfraquecer após a disparada dos metais preciosos.
Entre segunda e sexta-feira, os ETFs spot de Bitcoin (BTC) perderam US$ 1,49 bilhão, enquanto os ETFs spot de Ether (ETH) registraram US$ 327,10 milhões em saídas líquidas, de acordo com a Farside. As saídas ocorrem enquanto o preço à vista de ambas as criptomoedas continuou a cair, apesar de sinais recentes de recuperação. Nos últimos sete dias, Bitcoin e Ether caíram 6,55% e 8,99%, respectivamente, sendo negociados a US$ 83.400 e US$ 2.685, segundo o CoinMarketCap.
O Bitcoin caiu 5,13% nos últimos 30 dias. Fonte: CoinMarketCap
O Bitcoin subiu 7% nos dois dias que antecederam 15 de janeiro, em meio a especulações sobre o CLARITY Act dos EUA, mas o rali teve vida curta.
Durante esse período, os ETFs de Bitcoin registraram seu maior dia de entrada em 2026 em 14 de janeiro, com US$ 840,6 milhões, pouco antes de o índice Crypto Fear & Greed (Index), que mede o sentimento geral do mercado cripto, disparar para sua maior pontuação do ano, com uma leitura de “Ganância” de 61.
Negatividade em torno do Bitcoin é “muito míope”, diz analista de ETFs
Participantes do mercado cripto costumam acompanhar os fluxos de ETFs spot de cripto para medir o sentimento dos investidores de varejo e obter pistas sobre a direção de curto prazo do preço do ativo.
O analista de ETFs Eric Balchunas chamou a negatividade em torno da recente ação de preço do Bitcoin em comparação com ouro e prata de “muito míope”.
“O Bitcoin deu uma surra em tudo em ’23 e ’24”, disse Balchunas em uma publicação no X no sábado, enfatizando que as pessoas parecem ter se esquecido disso.
“Esses outros ativos ainda não alcançaram, mesmo depois de terem seu melhor ano de todos os tempos e o BTC estar em coma”, afirmou Balchunas. Ele disse que a “narrativa da institucionalização” foi precificada rapidamente no Bitcoin e “antes mesmo de realmente acontecer”.
“Então ele precisou dar uma respirada para que a narrativa real pudesse alcançar o preço”, disse Balchunas.
Ouro e prata atingiram máximas históricas de US$ 5.608 e US$ 121, respectivamente, nesta semana. No entanto, apenas na sexta-feira, o ouro caiu 8%, para US$ 4.887, e a prata despencou cerca de 27%, para US$ 84.
O diretor de investimentos da Bitwise, Matt Hougan, disse em uma publicação no X em 15 de janeiro que “o preço do Bitcoin vai entrar em modo parabólico se a demanda por ETFs persistir no longo prazo”.
A Cointelegraph está comprometida com um jornalismo independente e transparente. Este artigo de notícias é produzido de acordo com a Política Editorial da Cointelegraph e tem como objetivo fornecer informações precisas e oportunas. Os leitores são incentivados a verificar as informações de forma independente. Leia a nossa Política Editorial https://br.cointelegraph.com/editorial-policy
Investidores institucionais de Bitcoin (BTC) enfrentam um teste de “convicção” à medida que as participações em fundos negociados em bolsa (ETFs) recuam US$ 6 bilhões.
Pontos-chave:
Investidores de ETFs de Bitcoin agora correm o risco de entrar em prejuízo agregado em suas posições.
As participações líquidas em ETFs caem mais de 8% em relação às máximas históricas, em um ponto de “virada psicológica”.
Novos compradores de ETFs estão no horizonte, segundo um executivo do setor cripto.
Preço do BTC permanece próximo ao preço realizado dos ETFs
Uma nova pesquisa da plataforma de análises on-chain CryptoQuant, divulgada na quarta-feira, mostrou compradores de ETFs de Bitcoin com dificuldade para permanecer no mercado.
Os ETFs de Bitcoin spot dos EUA registraram saídas superiores a US$ 6 bilhões desde que as participações líquidas atingiram o recorde histórico de US$ 72,6 bilhões em outubro de 2025.
Como o preço do BTC alcançou seu recorde atual de US$ 126.200 aproximadamente no mesmo período, a queda subsequente afetou de forma especialmente dura o apetite institucional.
Agora, os investidores de ETFs enfrentam uma disputa para se manter acima do preço realizado de US$ 86.600, o nível agregado no qual entraram em suas posições.
Preço realizado dos ETFs de Bitcoin spot dos EUA vs. BTC/USD (captura de tela). Fonte: CryptoQuant
“Com o preço estacionado no preço realizado dos ETFs, o detentor marginal de ETF deixa de ser um vendedor realizando ganhos e passa a ser um investidor decidindo se tolera perdas ou sai no ponto de equilíbrio”, escreveu I. Moreno, colaborador da CryptoQuant.
“Historicamente, essa zona atua como um pivô psicológico: manter-se acima do preço realizado reforça a convicção e estabiliza os fluxos, enquanto negociações sustentadas abaixo tendem a acelerar os resgates à medida que os investidores perdem sua margem de lucro.”
Os gráficos que acompanham a análise mostram as participações em ETFs em queda de 8,4% desde outubro, algo que por si só “representa o primeiro teste de estresse significativo para esse grupo de investidores relativamente recente desde a aprovação dos ETFs”.
Apesar disso e da volatilidade associada do preço do BTC, a volatilidade do preço realizado dos ETFs se estabilizou nos últimos seis meses.
“O que se destaca é que, apesar de uma retração de US$ 6 bilhões nos fluxos acumulados (de aproximadamente US$ 72,6 bilhões para cerca de US$ 66,5 bilhões), o preço realizado permaneceu relativamente estável e continua em tendência de alta”, continuou Moreno.
“Em outras palavras, os investidores de ETFs já absorveram uma pressão significativa (a pressão contínua de saídas sugere distribuição por capital menos comprometido, provavelmente participantes do fim de ciclo ou traders buscando realizar os lucros remanescentes antes que perdas mais profundas se materializem).”
Dados dos ETFs de Bitcoin spot dos EUA (captura de tela). Fonte: CryptoQuant
Executivo da Bitwise: demanda por ETFs deve se recuperar
A segunda metade de janeiro não foi favorável ao desempenho dos ETFs.
Os dados mais recentes da empresa de investimentos britânica Farside Investors mostram saídas líquidas caracterizando o desempenho a partir de 16 de janeiro.
Apenas a segunda-feira registrou entradas líquidas, totalizando modestos US$ 6,8 milhões, enquanto três produtos de ETF ainda perderam capital.
Fluxos líquidos dos ETFs de Bitcoin spot dos EUA (captura de tela). Fonte: Farside Investors
Ainda assim, Andre Dragosch, chefe de pesquisa para a Europa na gestora de criptoativos Bitwise, apontou uma possível participação futura como motivo de otimismo.
“Grandes corretoras dos EUA, com dezenas de milhares de assessores financeiros, continuam avançando nos ETFs de Bitcoin. Uma delas acabou de dar sinal verde HOJE”, escreveu no X na quarta-feira.
“Vocês não estão nem de longe otimistas o suficiente….”
Dragosch afirmou que a identidade da instituição era “inteligência interna” e não poderia ser revelada.
Este artigo não contém aconselhamento ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento ou negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar a sua própria pesquisa ao tomar uma decisão. Embora nos esforcemos para fornecer informações precisas e oportunas, a Cointelegraph não garante a exatidão, a integridade ou a fiabilidade de qualquer informação contida neste artigo. Este artigo pode conter declarações prospectivas sujeitas a riscos e incertezas. A Cointelegraph não será responsável por quaisquer perdas ou danos decorrentes da confiança nessas informações.
A ARK Invest, de Cathie Wood, aumentou sua exposição a ações ligadas a criptomoedas, adicionando ações da Coinbase, Circle e Bullish à medida que os preços caíram em todo o setor.
De acordo com os relatórios diários de negociações da ARK para sexta-feira, o ETF ARK Innovation (ARKK) adquiriu 38.854 ações da Coinbase Global Inc., enquanto o ETF ARK Fintech Innovation (ARKF) adicionou outras 3.325 ações, totalizando US$ 9,4 milhões em ações da exchange. As ações da Coinbase fecharam em queda de 2,77% no dia, cotadas a US$ 216,95.
A ARK adicionou um total de 129.446 ações da Circle Internet Group, distribuídas entre os ETFs ARKK e ARKF, uma posição avaliada em aproximadamente US$ 9,2 milhões. A empresa também adicionou 88.533 ações da Bullish, investindo cerca de US$ 3,2 milhões nos mesmos ETFs. As ações da Circle apresentaram pouca variação no dia, com queda de 0,03%, enquanto as ações da Bullish recuaram 2% durante a sessão, fechando a US$ 35,75.
Paralelamente às compras de criptomoedas, a ARK reduziu posições em outras partes do portfólio, incluindo a Meta Platforms, vendendo 12.400 ações avaliadas em aproximadamente US$ 8,03 milhões.
As ações da Coinbase caíram 2% na sexta-feira. Fonte: Google Finance
Conforme relatado pelo Cointelegraph, a queda nos mercados de criptomoedas durante o quarto trimestre de 2025 impactou negativamente vários ETFs da ARK, empresa de Cathie Wood. Em seu relatório trimestral, a ARK apontou as ações vinculadas a criptomoedas como uma das principais fontes de fragilidade em seus produtos principais.
A Coinbase emergiu como o maior fator negativo durante o trimestre, impactando negativamente o desempenho dos ETFs ARK Next Generation Internet (ARKW), ARKF e ARKK.
A ARK afirmou que as ações da Coinbase caíram mais acentuadamente do que o Bitcoin (BTC) e o Ether (ETH), visto que os volumes de negociação à vista em exchanges centralizadas diminuíram 9% em relação ao trimestre anterior, após o evento de liquidação de outubro.
A Roblox foi o segundo maior fator de queda para os ETFs da ARK, apesar de ter apresentado um forte crescimento nas reservas no terceiro trimestre. As ações caíram depois que a empresa alertou para a redução das margens operacionais em 2026 e enfrentou pressão adicional após a proibição da plataforma na Rússia.
A ARK Invest prevê que o mercado de criptomoedas atingirá US$ 28 trilhões até 2030
O interesse contínuo da ARK no mercado de criptomoedas surge em um momento em que a empresa prevê que o mercado de ativos digitais poderá crescer para US$ 28 trilhões até 2030 , impulsionado principalmente pela crescente adoção e valorização do Bitcoin.
Em seu relatório Big Ideas 2026, a ARK projetou que o mercado de criptomoedas se expandiria a uma taxa de crescimento anual composta de 61%, com o Bitcoin representando aproximadamente 70% do valor total do mercado.
A ARK afirmou que, se cerca de 20,5 milhões de Bitcoins forem minerados até 2030, a previsão implica um preço do Bitcoin na faixa de US$ 950.000 a US$ 1 milhão. A empresa citou a crescente participação institucional, observando que os ETFs de Bitcoin e os detentores corporativos aumentaram sua participação na oferta total em 2025.
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Tokens oferecem rentabilidade de até 163,26% do CDI
Captações registram forte demanda entre investidores
Ofertas seguem regras da RCVM 88
A Liqi ampliou sua presença no mercado de tokenização ao lançar sete novos tokens de recebíveis lastreados em operações reais, com rentabilidade que pode chegar a 163,26% do CDI, segundo informações divulgadas pela plataforma.
Os novos produtos incluem operações de empresas de setores variados, mas três delas se destacam nas captações iniciais: Diferencial Comercializadora de Energia, Kavak Tecnologia e Comércio de Veículos e Robbin Pagamentos, todas estruturadas sob o regime da RCVM 88, com classificação de risco e condições semelhantes às encontradas em títulos privados tradicionais.
A oferta apresenta diferentes prazos e perfis de risco, com o objetivo de proporcionar retorno acima do CDI, indicador que baliza os investimentos de renda fixa no país. Cada token possui dados sobre vencimento, volume de captação e adesão dos investidores, algo que tem atraído compradores interessados em diversificação.
No caso da oferta da Diferencial Comercializadora de Energia, o token DIF011SR01 oferece 20,99% ao ano, equivalente a 137,48% do CDI. A captação prevista é de R$ 150 mil, dos quais R$ 117.184,80 já foram preenchidos, representando 78% do total. O título vence em 25 de janeiro de 2027 e conta com 52 investidores até agora.
Novos tokens RWA na Liqi
Já a operação da Kavak, identificada pelo token KAVAK6SR03, entrega 21,27% ao ano, ou 139,16% do CDI. A oferta busca captar R$ 175 mil. Até o momento, a Kavak atraiu 48 investidores, que já alocaram R$ 47.908,11, o que corresponde a 27% da captação. O vencimento está marcado para 3 de novembro de 2026.
Entre as novas ofertas, o token ROB2SR06, da Robbin Pagamentos, mostra a maior adesão. Ele oferece 21,42% ao ano, equivalente a 140,06% do CDI, com volume total de R$ 250 mil. A captação já atingiu 93%, somando R$ 231.670,61 distribuídos entre 104 investidores. O vencimento ocorre em 19 de outubro de 2026.
A Cointelegraph está comprometida com um jornalismo independente e transparente. Este artigo de notícias é produzido de acordo com a Política Editorial da Cointelegraph e tem como objetivo fornecer informações precisas e oportunas. Os leitores são incentivados a verificar as informações de forma independente. Leia a nossa Política Editorial https://br.cointelegraph.com/editorial-policy
A Revolut, um banco digital e empresa de pagamentos com sede em Londres, solicitou uma licença bancária completa no Peru como parte de sua expansão pela América Latina, informou a Bloomberg na segunda-feira.
Se aprovada, a licença permitirá que a empresa opere como um banco regulado no país, adicionando o Peru a uma lista de mercados regionais ao lado de México, Colômbia e Brasil. A Bloomberg disse que a Revolut planeja competir principalmente com os bancos tradicionais, em vez de rivais fintech mais novos.
A Revolut identificou remessas e pagamentos internacionais como partes centrais de sua estratégia local, observando que cerca de 1 milhão de pessoas no Peru dependem de dinheiro enviado do exterior.
Segundo dados do Banco Mundial, as remessas pessoais para o Peru totalizaram US$ 4,93 bilhões em 2024. Julien Labrot, CEO da Revolut no Peru, disse que a expansão busca aumentar a concorrência e melhorar o acesso a serviços financeiros no mercado local.
A Revolut, um neobank fundado em 2015, expandiu recentemente suas ofertas de criptomoedas junto com o crescimento mais amplo de sua plataforma. Em abril de 2025, a empresa relatou um ano recorde, com o lucro líquido de 2024 aumentando 130%, para 790 milhões de libras (US$ 1,06 milhão) ano a ano, impulsionado por forte crescimento de clientes e uma recuperação da atividade de negociação de criptomoedas.
Em outubro de 2025, a Revolut introduziu conversão 1:1 de USD para stablecoins, permitindo que usuários trocassem dólares por USDC (USDC) e USDt (USDT).
Os volumes de pagamentos em stablecoins na plataforma da Revolut foram estimados em alta de 156% ano a ano em 2025, para cerca de US$ 10,5 bilhões, segundo uma análise independente do pesquisador Alex Obchakevich.
Fintechs da América Latina avançam ainda mais em stablecoins
O avanço da Revolut em stablecoins reflete uma tendência mais ampla entre fintechs que estão entrando em stablecoins e serviços baseados em criptomoedas pela América Latina.
Em agosto de 2024, o Mercado Livre lançou uma stablecoin atrelada ao dólar americano no Brasil por meio de sua divisão de serviços financeiros, o Mercado Pago. O token, chamado Meli Dollar, está disponível para negociação dentro do app do Mercado Pago no Brasil, o maior mercado da empresa.
Na Argentina, a carteira de criptomoedas e empresa de pagamentos Lemon levantou US$ 20 milhões em uma rodada Série B em outubro para financiar sua expansão pela região. A empresa já opera no Peru, onde afirma ter emitido mais de 1 milhão de carteiras em menos de um ano.
Segundo um relatório publicado pela Chainalysis, a América Latina gerou quase US$ 1,5 trilhão em volume de transações com criptomoedas de julho de 2022 a junho de 2025.
Relatório de adoção de criptomoedas na América Latina 2025. Fonte: Chainalysis
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O preço do BTC disparou quase 150% após um sinal semelhante de subvalorização do Bitcoin em relação ao ouro no fim de 2022, destacando como descontos extremos já antecederam grandes ralis.
O Bitcoin (BTC) caiu para seu nível mais profundo de subvalorização em relação ao ouro (XAU) na sexta-feira, reacendendo expectativas de uma possível rotação de capital para fora do metal precioso e de volta aos mercados de criptomoedas em 2026.
Principais pontos:
O Bitcoin está em um nível recorde de subvalorização em relação ao ouro, patamar historicamente ligado a fundos importantes do BTC.
Ciclos anteriores liderados pelo ouro favorecem uma perspectiva de alta para o preço do BTC em 2026.
Bitcoin vai “superar o ouro de forma massiva” em 2026
A leitura de subvalorização veio do Z-score da razão BTC–XAU, uma métrica que mede o quanto a razão atual se desvia de sua média de longo prazo.
Z-score de BTC/XAU e suas faixas de desvio-padrão. Fonte: JV_Indicators
Uma leitura abaixo de −2 indicou que o Bitcoin estava sendo negociado mais de dois desvios-padrão abaixo da sua norma histórica em comparação com o ouro, o que é extremamente raro. Neste caso, o BTC entrou na faixa mais baixa do modelo pela primeira vez na história.
Historicamente, movimentos da razão BTC/XAU em direção à zona de −2 desvios-padrão antecederam períodos prolongados em que o Bitcoin superou o ouro, como mostra o gráfico de faixas Power-Law abaixo.
Gráfico semanal de BTC/XAU. Fonte: JV_Indicators
“Tudo aponta para o Bitcoin superar o ouro de forma massiva nos próximos meses”, disse Julius, o analista que concebeu as faixas Power-Law de BTC/Ouro e o oscilador de Z-score.
O que o rali recorde do ouro significa para o preço do BTC?
No passado, quedas do Z-score em direção à zona de −2 desvios-padrão marcaram fundos importantes do Bitcoin.
Por exemplo, um sinal de subvalorização do BTC/XAU em novembro de 2022 precedeu um rali de aproximadamente 150% no preço do BTC ao longo do ano seguinte.
Gráfico semanal de BTC/USD. Fonte: TradingView
Da mesma forma, o Bitcoin subiu mais de 1.170% um ano após o sinal aparecer em março de 2020.
O Z-score também acertou os topos macro do Bitcoin, segundo Julius.
“No fim de 2017, o Bitcoin estava extremamente sobrecomprado, enquanto o ouro estava sobrevendido”, escreveu ele em uma publicação no X em 03/01, acrescentando:
“Pouco depois, o Bitcoin entrou em um mercado de baixa, e o ouro iniciou um rali de vários anos rumo a novas máximas históricas.”
O BTC iniciou suas fases parabólicas apenas depois do ouro já ter avançado de forma decisiva acima de sua tendência de longo prazo. Em ciclos anteriores, essa defasagem variou de cerca de dois meses a mais de um ano, após o que o BTC entregou seus maiores ganhos percentuais.
Este artigo não contém aconselhamento ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento ou negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar a sua própria pesquisa ao tomar uma decisão. Embora nos esforcemos para fornecer informações precisas e oportunas, a Cointelegraph não garante a exatidão, a integridade ou a fiabilidade de qualquer informação contida neste artigo. Este artigo pode conter declarações prospectivas sujeitas a riscos e incertezas. A Cointelegraph não será responsável por quaisquer perdas ou danos decorrentes da confiança nessas informações.
A Franklin Templeton alterou dois fundos do mercado monetário institucional (MMFs) da Western Asset para se conectar diretamente ao regime emergente de stablecoins nos EUA e à infraestrutura de dinheiro tokenizado, em vez de lançar novos produtos nativos de criptomoedas.
De acordo com um comunicado compartilhado com o Cointelegraph, a Franklin Templeton está adaptando os dois tradicionais fundos institucionais da Western Asset para que possam ser usados de forma mais direta em estruturas de reserva de stablecoins alinhadas à Lei GENIUS e em canais de distribuição viabilizados por blockchain, sem alterar seu status como MMFs 2a-7 registrados na Comissão de Valores Mobiliários.
As mudanças foram projetadas para permitir que os fundos atuem como colateral regulamentado e lastreado pelo governo para stablecoins de pagamento e outros usos de dinheiro tokenizado, sem modificar seu status regulatório principal.
Franklin Templeton ajusta fundos do mercado monetário. Fonte: Franklin Templeton
Adaptando os MMFs para reservas de stablecoins prontas para a GENIUS
O Western Asset Institutional Treasury Obligations Fund (LUIXX), da Franklin Templeton, investe exclusivamente em obrigações de curto prazo do governo dos EUA e foi estruturado para ser compatível com os requisitos de reserva da Lei GENIUS, posicionando-se como uma infraestrutura pronta para uso em tesourarias de stablecoins de pagamento e emissores no modelo de bancos que precisam de colateral registrado na SEC e composto apenas por ativos governamentais.
Já o Western Asset Institutional Treasury Reserves Fund (DIGXX), por sua vez, adicionou uma classe de cotas “Digital Institutional” com suporte de blockchain sobre sua estrutura 2a-7 existente, com o objetivo de torná-lo utilizável como colateral 24/7 e on-chain, além de gestão de caixa para plataformas de tokenização, custodiantes e corretoras que desejam trilhos digitais sem migrar para um veículo não registrado.
Como a Franklin Templeton vê a aposta em stablecoins
Roger Bayston, chefe de ativos digitais da Franklin Templeton, disse ao Cointelegraph que a empresa espera que as reservas de stablecoins sejam geridas “tanto em forma tokenizada quanto de forma mais tradicional”, e vê espaço tanto para mandatos exclusivos quanto para mandatos com múltiplos gestores, à medida que mais instituições financeiras lançam seus próprios tokens.
Ele afirmou que vários “produtos importantes no mercado de stablecoins” são “lastreados por emissões tradicionais de curto prazo e alta qualidade por meio de estruturas de produto que não são nativamente digitais”, incluindo a stablecoin FRNT, lançada recentemente no estado de Wyoming, e que a empresa vê oportunidades de ajudar parceiros desse tipo por meio de sua expertise em gestão de investimentos.
O papel da Franklin Templeton, segundo ele, é gerenciar reservas “no modelo de produto que [os clientes] preferirem”, seja por meio de portfólios sob medida ou de fundos mútuos abertos.
Por que adaptar em vez de lançar novos fundos?
Bayston classificou as alterações como incrementais, e não experimentais, observando que o fundo institucional de títulos do Tesouro da Western Asset só precisou de “ajustes relativamente pequenos” para se encaixar na estrutura da GENIUS e complementar os produtos on-chain que a Franklin Templeton já oferece.
Na visão dele, muitos clientes grandes ainda querem estruturas familiares e registradas na SEC sob a regra 2a-7 conforme se conectam a sistemas de distribuição e colateral on-chain, então a empresa está expandindo uma camada digital por uma “suíte” mais ampla de liquidez, em vez de forçar a migração para novos veículos.
Em vez de vincular a nova classe digital a uma única plataforma de colateral ou tokenização, a Franklin Templeton planeja oferecer acesso por meio de vários “parceiros confiáveis”, conforme bancos, corretoras e outros intermediários lançam suas próprias interfaces habilitadas por blockchain.
Outras gestoras adotando estratégias semelhantes
A Franklin Templeton não está sozinha ao reposicionar fundos do mercado monetário para reservas de stablecoins sob a Lei GENIUS.
A BlackRock anunciou planos para modificar um fundo do mercado monetário de títulos do Tesouro em outubro de 2025, com o objetivo de servir como um ativo de reserva autorizado para emissores de stablecoins nos EUA, restringindo seu mandato de investimento a títulos do Tesouro de curto prazo e operações compromissadas overnight (financiamento de curto prazo com garantia), para se alinhar ao novo arcabouço federal.
A BlackRock já estava gerenciando um MMF governamental sob medida para as reservas de USDC da Circle, à medida que grandes gestoras de ativos passam a enxergar fundos de caixa regulamentados como trilhos de retaguarda para dólares tokenizados, e não apenas como produtos de caixa para o varejo.
A Cointelegraph está comprometida com um jornalismo independente e transparente. Este artigo de notícias é produzido de acordo com a Política Editorial da Cointelegraph e tem como objetivo fornecer informações precisas e oportunas. Os leitores são incentivados a verificar as informações de forma independente. Leia a nossa Política Editorial https://br.cointelegraph.com/editorial-policy
Os ETFs (fundos negociados em bolsa) de Bitcoin à vista (spot) começaram 2026 com fortes saídas de capital, perdendo um total de US$ 681 milhões na primeira semana completa de negociações do ano.
De acordo com dados da SoSoValue, os ETFs spot de Bitcoin (BTC) registraram quatro dias consecutivos de saídas líquidas entre terça e sexta-feira, superando as entradas no início da semana. O maior resgate diário ocorreu na quarta-feira, quando os produtos perderam US$ 486 milhões, seguido por US$ 398,9 milhões na quinta-feira e US$ 249,9 milhões na sexta-feira.
A reversão ocorreu após 2026 começar com uma breve alta . Em 2 de janeiro, os ETFs de Bitcoin atraíram US$ 471,1 milhões, seguidos por um fluxo adicional de US$ 697,2 milhões em 5 de janeiro.
Os ETFs spot de Ether (ETH) seguiram uma trajetória semelhante. Semanalmente, os ETFs de Ether à vista registraram saídas líquidas de aproximadamente US$ 68,6 milhões, encerrando a semana com um patrimônio líquido total de cerca de US$ 18,7 bilhões.
Fluxos semanais de ETFs de Bitcoin à vista. Fonte: SoSoValue
Incerteza macroeconômica impulsiona a aversão ao risco
Vincent Liu, diretor de investimentos da empresa de trading Kronos Research, apontou a incerteza macroeconômica como o principal fator por trás da correção do mercado. Ele disse ao Cointelegraph que as mudanças nas expectativas em relação à política monetária e ao risco global estavam afetando o posicionamento dos investidores.
“Com cortes nas taxas de juros no primeiro trimestre parecendo menos prováveis e os riscos geopolíticos aumentando, as condições macroeconômicas geraram aversão ao risco”, disse Liu. “Enquanto os investidores aguardam sinais positivos mais claros, a redução do apetite por risco está se refletindo no mercado de criptomoedas.”
Liu acrescentou que os investidores estão agora acompanhando de perto os próximos dados do Índice de Preços ao Consumidor dos EUA e as orientações do Federal Reserve em busca de pistas sobre quando o afrouxamento monetário poderá ser retomado. “Até que surjam sinais mais claros, o posicionamento provavelmente permanecerá cauteloso”, acrescentou.
Morgan Stanley solicita registro de ETFs de Bitcoin e Solana
Apesar da volatilidade do mercado, o Morgan Stanley protocolou junto à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) o lançamento de dois ETFs de criptomoedas à vista, um replicando o Bitcoin e o outro a Solana (SOL).
A medida foi tomada um dia depois de o segundo maior banco dos EUA, o Bank of America , começar a permitir que consultores de suas divisões de gestão de patrimônio recomendassem exposição a quatro ETFs de Bitcoin.
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Caroline Crenshaw deixou a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), fazendo com que o órgão passe a ser composto exclusivamente por republicanos. Como resultado, não há mais obstáculos à criação de regras pró-cripto.
Em Washington, os republicanos têm sido, em geral, mais favoráveis à indústria de criptomoedas do que seus pares democratas. A SEC deu uma guinada de 180 graus no ano passado, após o presidente Donald Trump assumir o cargo e o Congresso avançar em uma legislação histórica sobre criptomoedas.
Agora, com apenas uma semana de 2026, o Senado se prepara para votar o texto do projeto de lei sobre a estrutura do mercado cripto, e a SEC é inteiramente republicana.
A comissão ainda enfrenta limitações na forma como elabora regulações para criptomoedas. O processo de criação de regras com aviso e consulta pública exige etapas específicas, sob risco de a SEC enfrentar ações judiciais no futuro.
Ainda assim, observadores esperam mais um ano marcante para a atuação da SEC no setor cripto.
SEC republicana “altamente incomum” se prepara para um ano marcante
Crenshaw era a última comissária cética em relação às criptomoedas na SEC e havia apresentado voto dissidente na decisão da comissão que autorizou fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin (BTC) em janeiro de 2024. Ela afirmou que a decisão “nos colocou em um caminho equivocado que pode comprometer ainda mais a proteção ao investidor”.
Caroline Crenshaw foi confirmada para a SEC em agosto de 2020. Fonte: SEC
Em dezembro de 2025, o Comitê Bancário do Senado cancelou a votação para reconduzir Crenshaw ao cargo. A decisão teria ocorrido após intensa pressão da indústria cripto, que defendia a saída da comissária cética.
Quando opera com seu quadro completo, a SEC conta com cinco comissários. No momento da publicação, são três, todos republicanos: o presidente Paul Atkins, Hester Peirce e Mark Uyeda.
Por lei, a SEC é uma agência bipartidária, o que significa que pelo menos dois de seus comissários devem ser de outro partido. A composição majoritária costuma refletir o partido do presidente em exercício na Casa Branca.
Carol Goforth, professora titular e titular da cátedra Wylie H. Davis Centennial de Direito na Faculdade de Direito da Universidade do Arkansas (Fayetteville), descreveu a situação como “altamente incomum”.
Ela disse ao Cointelegraph que não conseguiu encontrar “nenhum exemplo de uma situação em que todos os comissários em exercício da SEC fossem de um único partido. Na verdade, os únicos exemplos que encontrei de qualquer agência bipartidária composta por membros de um só partido envolvem todos a atual administração [Trump]”.
“Normalmente”, explicou, “há uma rotatividade lenta e constante nesses cargos”. Os comissários cumprem mandatos de cinco anos, e os presidentes da comissão geralmente renunciam quando há mudança de governo. Isso “costumou funcionar de forma relativamente consistente para preservar o caráter bipartidário dessas agências”.
Administrações anteriores chegaram a considerar vantajosa a presença de comissários do partido minoritário, segundo Aaron Brogan, fundador do escritório Brogan Law, especializado em cripto e tecnologia emergente.
Ele afirmou ao Cointelegraph que a administração poderia nomear comissários de oposição mais alinhados ideologicamente, o que permitiria “estender prioridades de política pública para a próxima administração, quando, normalmente, comissários minoritários permanecem por algum tempo sob a nova maioria”.
“Mas a administração Trump é um novo paradigma”, disse Brogan.
“Embora eu tenha ouvido rumores de que há partes interessadas internamente pressionando pela nomeação de comissários do partido minoritário, isso pode, sim, se estender indefinidamente.”
Isso não significa necessariamente que a comissão fará uma ofensiva imediata de novas regras cripto. Como observou Goforth, a Lei Federal de Procedimentos Administrativos exige aviso público, período para comentários e consideração detalhada dessas contribuições. A agência precisa explicar seu raciocínio e incluir “informações específicas sobre os custos e benefícios da regulamentação proposta”.
Regras que não cumpram esses requisitos podem acabar sendo derrubadas nos tribunais, especialmente se deixarem de considerar fatores relevantes ou forem consideradas fora do escopo da agência.
Ainda assim, mesmo com essas exigências, a SEC deve promover mudanças relevantes, segundo Brogan.
“2026 será um ano enorme na SEC. Espero um alívio regulatório real e bem estruturado, por meio do processo de criação de regras com aviso e consulta pública.”
Republicanos dominam agências federais
A SEC não é a única agência reguladora federal controlada exclusivamente por republicanos. Desde 3 de setembro de 2025, a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) opera com apenas um comissário. Inicialmente, era a presidente interina Caroline Pham, republicana.
Em 22 de dezembro de 2025, após um longo processo de nomeação, o Senado confirmou Michael Selig, indicado pela administração Trump, que substituiu Pham como presidente. Com isso, a CFTC passou a contar com apenas um comissário republicano.
Goforth observou que, “como não há exigência de quórum” para a CFTC, ela pode “continuar operando com um único comissário, e não existem mecanismos ou procedimentos para forçar um presidente a nomear comissários adicionais”.
Há situação semelhante na Comissão Federal de Comércio (FTC), onde Trump demitiu a comissária democrata Rebecca Slaughter em março de 2025, alegando que sua permanência era “incompatível com as prioridades da administração”.
Slaughter processou Trump e os três comissários remanescentes, argumentando que o presidente não apresentou fundamento legal para sua demissão. Em 8 de dezembro, a Suprema Corte ouviu os argumentos do caso Trump v. Slaughter e, segundo Goforth, “há sinais de que uma maioria pode se alinhar ao presidente Trump, mesmo que isso signifique derrubar um precedente anterior”.
Trump também demitiu três comissários democratas da Comissão de Segurança de Produtos de Consumo (CPSC). A decisão foi bloqueada pelo Tribunal Distrital dos EUA em Maryland em 13 de junho de 2025, no caso Trump v. Boyle, mas a Suprema Corte suspendeu a decisão em 23 de julho. Isso permitiu que a administração Trump seguisse com as demissões enquanto o caso é contestado judicialmente. No início de 2026, a CPSC conta com apenas um comissário, o presidente interino republicano Peter Feldman.
Goforth afirmou que classificaria esse movimento como um “esforço sem precedentes de concentração de controle sobre agências administrativas por parte deste presidente”.
A ministra da Suprema Corte Elena Kagan disse ao procurador-geral John Sauer, durante os argumentos em Trump v. Slaughter: “O resultado do que vocês querem é que o presidente passe a ter um poder massivo, sem controle e sem fiscalização”.
Nesse caso, advogados do Departamento de Justiça que representam o presidente têm se apoiado na teoria do executivo unitário para sustentar seus argumentos. Trata-se de uma teoria jurídica conservadora que defende que o presidente detém autoridade exclusiva sobre todos os aspectos do Poder Executivo, incluindo as agências federais.
Organizações jurídicas conservadoras, como a Heritage Foundation, apoiam os argumentos da administração Trump. Fonte: Heritage Foundation
Amit Agarwal, advogado especial da organização sem fins lucrativos Protect Democracy, que atua em nome de Slaughter, afirmou que permitir que o presidente substitua os chefes de agências federais ao seu bel-prazer significa que “tudo fica sob ameaça”.
A SEC ainda precisará seguir os procedimentos formais de elaboração de regras à medida que avança com a legislação cripto no próximo ano. Mas fará isso em um contexto de apoio partidário único e sem precedentes.
A exchange de criptomoedas Coinbase suspendeu suas operações fiduciárias locais na Argentina menos de um ano após entrar formalmente no mercado, reduzindo serviços baseados em pesos enquanto mantém suas funcionalidades de criptomoedas.
Segundo uma reportagem da Forbes Argentina, a Coinbase informou aos usuários que está se afastando temporariamente da manutenção de serviços locais após uma revisão de suas operações. A empresa descreveu a medida como uma “pausa deliberada”, com o objetivo de reavaliar sua abordagem e retornar com uma oferta de produtos mais sustentável.
A mudança afeta principalmente as operações fiduciárias. A partir de 31/01/2026, os usuários não poderão mais comprar ou vender USDC (USDC) usando pesos argentinos (ARS) nem sacar fundos para contas bancárias locais. A Coinbase informou que os usuários têm um prazo de 30 dias para concluir transações de USDC baseadas em pesos e realizar saques antes da data de corte.
No entanto, as atividades cripto para cripto seguem operacionais. Os usuários podem continuar comprando, vendendo, enviando e recebendo ativos digitais, e a Coinbase afirmou que os fundos dos clientes não são afetados pela decisão. A empresa também ressaltou que a pausa não implica uma saída permanente do país.
Coinbase suspende operações fiduciárias na Argentina
Em uma publicação no X, Ana Gabriela Ojeda, uma voz conhecida no espaço da Web3 na América Latina, afirmou que decisões desse tipo geralmente ocorrem quando as operações fiduciárias locais se tornam complexas demais, apontando regulamentação pouco clara, dependência de bancos correspondentes, altos custos de conformidade e volumes limitados de transações.
“Não é um sinal contra as criptomoedas ou contra as stablecoins, mas sim uma demonstração dos desafios estruturais de integrar sistemas financeiros locais em mercados voláteis”, escreveu.
Coinbase pausa operações fiduciárias na Argentina. Fonte: Ana Gabriela Ojeda
Apesar da pausa nas operações fiduciárias, a Coinbase planeja manter presença no país por meio da Base, sua rede Ethereum de camada 2. A Forbes Argentina informou que a Coinbase continuará trabalhando com parceiros locais, incluindo a exchange de criptomoedas Ripio, por meio de iniciativas relacionadas à Base.
A Coinbase anunciou sua chegada à Argentina no início de 2025, após passar grande parte do ano anterior preparando sua entrada no mercado.
O Cointelegraph entrou em contato com a Coinbase para comentar o assunto, mas não recebeu resposta até o momento da publicação.
Argentina avalia permitir que bancos negociem criptomoedas
Segundo relatos, o banco central da Argentina está considerando permitir que bancos tradicionais negociem criptomoedas. O Banco Central da República Argentina estaria elaborando novas regras que poderiam autorizar bancos a atuar diretamente com ativos digitais, embora o cronograma e o escopo final ainda não estejam claros.
A medida representaria uma mudança significativa em relação a 2022, quando o banco central proibiu instituições financeiras de oferecer negociação de criptomoedas após grandes bancos explorarem serviços com ativos digitais. Na época, os reguladores citaram riscos para os usuários e para o sistema financeiro mais amplo.
Mais um ano movimentado para o mercado cripto ficou para trás.
O Bitcoin registrou uma nova máxima histórica, mas encerrou o ano no vermelho; o ambiente regulatório nos Estados Unidos se tornou mais favorável; moedas de privacidade dominaram o mercado; a adoção institucional disparou; e o presidente dos EUA chegou a lançar uma memecoin.
Com 2026 agora em andamento, o Cointelegraph analisa algumas das maiores recuperações do mercado cripto no ano passado e o que elas podem significar para os próximos 12 meses.
Ross Ulbricht e CZ recebem perdões presidenciais
O ano começou com o perdão presidencial de um dos nomes mais conhecidos dos primeiros dias do Bitcoin.
Após passar mais de 11 anos na prisão por seu papel na criação do mercado da dark web Silk Road, Ross Ulbricht foi perdoado pelo presidente Donald Trump de sua pena de duas prisões perpétuas e libertado no fim de janeiro.
A decisão deu a Ulbricht uma segunda chance de vida, algo que parecia uma possibilidade remota de voltar a viver normalmente.
“Muito obrigado, presidente Trump, por me conceder essa bênção incrível. Sou extremamente grato por ter minha vida de volta, por ter meu futuro de volta, por ter essa segunda chance. Este é um momento muito importante para mim e para toda a minha família”, disse Ulbricht após receber o perdão.
Esse não foi o único perdão concedido por Trump a uma figura do setor cripto em 2025. Em outubro, o cofundador da Binance, Changpeng “CZ” Zhao (CZ), também recebeu um perdão semelhante.
Zhao cumpriu uma pena de quatro meses de prisão após se declarar culpado, no fim de 2023, de uma acusação de violar a Bank Secrecy Act, por falha na implementação de um programa adequado de combate à lavagem de dinheiro (AML) na Binance.
Embora o perdão não tenha apagado a admissão de culpa de CZ, ele marcou um reconhecimento por parte do governo de que o cofundador da Binance enfrentou uma punição dura demais e abriu caminho para que CZ volte a se envolver mais com o setor cripto.
“Eu não o conheço, não acredito que já o tenha conhecido, mas me disseram que ele tinha muito apoio, e disseram que o que ele fez nem sequer foi um crime, não era um crime, ele foi perseguido pela administração Biden”, disse Trump sobre o perdão concedido a CZ.
O que isso significa para 2026: com a hostilidade ao setor cripto diminuindo nos EUA em 2025, abre-se espaço para uma maior adoção institucional e pelo público em geral, com empreendedores mais confortáveis em se aproximar do setor à medida que a clareza regulatória avança.
Isso também significa que empresas e projetos cripto podem se sentir mais à vontade para oferecer todo o seu portfólio de serviços nos EUA, com menos receio de repressões repentinas ou disputas legais.
Moedas de privacidade ressurgem: Zcash e Monero se adaptam e disparam
As moedas de privacidade dominaram o mercado em 2025 e se tornaram um dos principais temas do setor neste ano, à medida que investidores buscaram preservar o anonimato on-chain.
Em meio a esse movimento, o preço do Monero (XMR) voltou a ultrapassar US$ 400 pela primeira vez em quatro anos, encerrando um longo período de lateralização.
Embora o ativo não tenha alcançado uma nova máxima histórica, o XMR fechou o ano com alta de cerca de 120%, segundo dados do CoinGecko, enquanto o Bitcoin terminou o ano no vermelho.
O Zcash (ZEC), outra moeda de privacidade, encerrou 2025 com uma valorização impressionante de 817%, ultrapassando a marca de US$ 500 pela primeira vez em sete anos.
O que isso significa para 2026: considerando que a maioria das blockchains é construída em torno de um livro-razão público, redes focadas em privacidade ainda têm espaço para crescer em 2026.
Em um relatório recente, a gigante de investimentos cripto a16z destacou esse ponto, argumentando que redes de privacidade têm grande potencial para reter usuários que valorizam o anonimato, já que eles tendem a não transferir ativos para blockchains públicas para evitar vazamentos de dados.
“Quando os usuários estão em blockchains privadas, por outro lado, a rede que escolhem passa a importar muito mais, porque, uma vez que entram em uma, eles têm menos probabilidade de sair e correr o risco de serem expostos”, afirmou a a16z, acrescentando:
“Isso cria uma dinâmica em que o vencedor leva a maior parte. E como a privacidade é essencial para a maioria dos casos de uso do mundo real, algumas poucas blockchains de privacidade podem dominar grande parte do mercado cripto.”
Ripple cresce após a SEC encerrar seu processo
Após uma longa, cara e altamente disputada batalha judicial com a Securities and Exchange Commission (SEC), a Ripple Labs finalmente chegou ao fim de uma disputa decisiva para o setor cripto, depois que tanto a Ripple quanto a SEC retiraram seus recursos finais em agosto.
Embora tenha sido confirmado em março que a empresa ainda precisaria pagar uma multa civil de US$ 50 milhões, a decisão final acabou descartando a principal acusação de que a empresa violou as leis de valores mobiliários ao emitir e vender XRP (XRP) para instituições.
Se a decisão judicial tivesse ido na direção oposta, isso poderia ter tido um efeito cascata significativo na classificação de muitos criptoativos e impulsionado novos processos contra empresas semelhantes.
A decisão trouxe um certo grau de clareza jurídica tanto para a Ripple quanto para o ecossistema em geral e, livre de um processo tão relevante, a empresa conseguiu redobrar esforços e expandir suas iniciativas.
Com isso, 2025 foi marcado por um forte crescimento do produto On-Demand Liquidity (ODL) e da stablecoin RLUSD, uma rodada de financiamento de US$ 500 milhões a uma avaliação de US$ 40 bilhões, além do XRP ter registrado uma nova máxima histórica pela primeira vez em sete anos.
O que isso significa para 2026: com o impulso da Ripple em 2025, a empresa parece bem posicionada para crescer ainda mais em 2026.
Analistas do gigante bancário Standard Chartered preveem que o XRP, em particular, pode disparar mais de 300% no próximo ano, impulsionado pela demanda por ETFs de XRP spot e pela clareza regulatória que o ativo agora possui.
O Bitcoin e várias altcoins importantes estão enfrentando dificuldades perto de seus níveis de resistência superiores, indicando que os ursos permanecem ativos em níveis mais altos.
Os mercados de criptomoedas tiveram uma pequena recuperação após a queda da semana passada, enquanto a atividade dos investidores foi diminuindo durante o período de festas.
O Bitcoin (BTC) caiu para a mínima semanal de US$ 86.561 na terça-feira, antes de se recuperar para acima de US$ 88.600 na sexta-feira, segundo dados do TradingView.
A demanda por ETFs spot de Bitcoin permaneceu fraca, registrando US$ 175 milhões em saídas na quarta-feira, marcando o quinto dia consecutivo de saídas líquidas, de acordo com a Farside Investors.
No ecossistema cripto mais amplo, membros da comunidade da Aave criticaram o protocolo descentralizado de empréstimos e financiamentos por aquilo que descreveram como uma tentativa prematura de avançar uma proposta de governança sobre propriedade de ativos de marca.
A proposta, que buscava devolver o controle dos ativos de marca e da propriedade intelectual do protocolo para uma entidade controlada por uma DAO, foi rejeitada na sexta-feira, com a maioria votando contra.
Gráfico acumulado no ano do BTC/USD. Fonte: Cointelegraph/TradingView
Aave encerra votação de governança com rejeição após reação da comunidade
Detentores do token Aave votaram contra uma proposta de governança controversa que buscava colocar o controle dos ativos de marca do protocolo sob a propriedade de uma DAO.
Na sexta-feira, a enquete no Snapshot foi encerrada com 55,29% votando “NAY”, 41,21% se abstendo e apenas 3,5% votando a favor.
A proposta perguntava se os detentores de Aave (AAVE) deveriam retomar o controle sobre domínios, perfis sociais, direitos de nome e outros ativos de propriedade intelectual por meio de uma entidade sob uma organização autônoma descentralizada (DAO). Os apoiadores enquadraram a medida como um passo rumo à descentralização e à clarificação de questões sobre a gestão da marca.
A rejeição encerrou um episódio tenso de governança para a Aave, um dos maiores protocolos de empréstimos em finanças descentralizadas (DeFi). O caso destacou como timing, escalada e participação podem moldar resultados de governança dentro de uma DAO.
Resultados da votação de governança do Aave. Fonte: Snapshot
Adoção de DEXs e HIP-3 sustentam tese de US$ 200 para HYPE enquanto rivais ameaçam domínio da Hyperliquid
A exchange descentralizada de perpétuos Hyperliquid tem estado entre os projetos de maior destaque do mercado cripto em 2025, mas rivais com programas de recompensas agressivos tentam atrair investidores.
A Cantor Fitzgerald projeta que o token HYPE (HYPE) pode subir para US$ 200 até 2035. Hyunsu Jung, CEO da empresa de tesouraria de HYPE Hyperion DeFi, argumenta que a alta será impulsionada pela Hyperliquid Improvement Proposal 3 (HIP-3).
“Vemos a HIP-3 como o principal motor da próxima fase de crescimento da Hyperliquid e como um facilitador-chave do arcabouço de valuation proposto pela Cantor”, disse Jung ao Cointelegraph.
Perpetual swaps são contratos derivativos de futuros que acompanham o preço de um ativo subjacente, mas não possuem data de vencimento. Eles mantêm o preço próximo ao spot por meio de um mecanismo de funding, que transfere pagamentos entre detentores de posições compradas e vendidas.
A participação de mercado das DEXs de futuros perpétuos subiu de 2,1% em janeiro de 2023 para um novo recorde de 11,7% em novembro de 2025, de acordo com um relatório do agregador CoinGecko.
Relação volume de operações perpétuas entre DEX e CEX. Fonte: CoinGecko.com
CZ propõe correção para “address poisoning” após investidor perder US$ 50 milhões
O cofundador da Binance, Changpeng Zhao, propôs medidas adicionais de segurança para “erradicar” o address poisoning, incluindo avisos em carteiras e listas negras de contas suspeitas.
“Todas as carteiras deveriam simplesmente verificar se um endereço de recebimento é um ‘poison address’ e bloquear o usuário. Isso é uma consulta em blockchain”, escreveu Zhao em um post no blog da Binance na quarta-feira: post.
Address poisoning é uma forma de phishing na qual golpistas induzem vítimas a enviar cripto para carteiras ilícitas ao primeiro realizar pequenas transações. Usuários desatentos frequentemente copiam e colam o endereço do atacante a partir do histórico de transações da carteira.
Golpes de phishing custaram mais de US$ 7,7 milhões a 6.344 vítimas em novembro, segundo dados da Scam Sniffer. Esse número deve aumentar em dezembro, em grande parte devido a US$ 50 milhões em USDT (USDT) perdidos por uma única vítima na sexta-feira.
“Por fim, as carteiras nem deveriam exibir essas transações de spam em lugar algum. Se o valor da transação for pequeno, basta filtrá-la”, acrescentou Zhao.
Transação de envenenamento de endereço de US$ 50 milhões, carteira 0xcB8. Fonte: Etherscan.io
USDe da Ethena perdeu US$ 8,3 bilhões desde o crash de outubro em meio à “perda de confiança”
O dólar sintético USDe da Ethena perdeu cerca de US$ 8,3 bilhões em saídas líquidas desde o grande evento de liquidações de 10 de outubro, enquanto a confiança em estruturas alavancadas e colaterais sintéticos continua a enfraquecer.
Segundo um relatório da 10x Research, o sell-off de outubro marcou um ponto de virada para o mercado cripto, transformando a fase de alta em um período de desalavancagem. O crash eliminou um valor estimado de US$ 1,3 trilhão da capitalização do mercado cripto, quase 30% do total na época.
O Ethena USDe (USDE), que depende de colateral sintético e mecanismos de hedge em vez de reservas fiduciárias tradicionais, enfrentou uma “forte perda de confiança” nessas condições, escreveram os analistas.
Segundo dados do CoinMarketCap, o market cap do USDe estava em quase US$ 14,7 bilhões em 9 de outubro. Em pouco mais de dois meses, esse valor caiu para cerca de US$ 6,4 bilhões.
A capitalização de mercado do USDe diminui. Fonte: CoinMarketCap.
Fee switch da Uniswap prestes a entrar em vigor com voto comunitário a caminho da aprovação
O aguardado fee switch do protocolo Uniswap, apelidado de “UNIfication”, foi aprovado e deve entrar no ar ainda nesta semana, após atingir o limite de 40 milhões de votos necessários para acionar uma das maiores atualizações na história de sete anos do protocolo.
O CEO da Uniswap Labs, Hayden Adams, disse na quinta-feira que um voto bem-sucedido seria seguido por um timelock de dois dias, após o qual os fee switches da Uniswap v2 e v3 seriam ativados na mainnet da Unichain, desencadeando a queima de mais tokens Uniswap (UNI).
A proposta prevê que 100 milhões de tokens UNI sejam queimados do tesouro da Uniswap Foundation e que um sistema de “Protocol Fee Discount Auctions” seja implementado para aumentar os retornos de provedores de liquidez.
As mudanças devem melhorar significativamente a dinâmica de oferta e demanda do token UNI e torná-lo mais atraente para manter no longo prazo.
Variação do preço do UNI na última semana. Fonte: CoinGecko
A notícia sobre a UNIfication no início de novembro impulsionou uma alta de quase 40% no UNI, levando o token de cerca de US$ 7 para US$ 9,70 em 11 de novembro.
A Uniswap é a maior DEX e já processou mais de US$ 4 trilhões em volume desde seu lançamento em novembro de 2018. Dados do CoinGecko mostram que o UNI é o 39º maior token por market cap, em torno de US$ 3,8 bilhões.
Segundo dados do Cointelegraph Markets Pro e do TradingView, a maioria das 100 maiores criptomoedas por capitalização encerrou a semana em alta.
A memecoin Pippin (PIPPIN) subiu mais de 41% como maior destaque positivo da semana, seguida pelo token Canton (CC), com alta superior a 25% no gráfico semanal.
Valor total bloqueado em DeFi. Fonte: DefiLlama
Obrigado por ler nosso resumo dos acontecimentos mais importantes em DeFi nesta semana. Volte na próxima sexta-feira para mais notícias, insights e educação sobre esse espaço em rápida evolução.
A ação lastreada em Bitcoin da ZOOZ Strategy entrou em um cronograma de conformidade da Nasdaq após a bolsa alertar que os papéis da empresa não atendem mais ao requisito de preço mínimo de US$ 1 por ação, aumentando o risco de deslistagem caso o valor não se recupere dentro de seis meses.
A empresa, que possui listagem dupla na Nasdaq e na Bolsa de Tel Aviv, disse em comunicado na segunda-feira que pretende monitorar a situação e que pode considerar um grupamento reverso de ações, se necessário.
As 100 maiores empresas com tesouraria em Bitcoin, coletivamente, detêm mais de 1 milhão de BTC, e o número de companhias abertas que mantêm Bitcoin cresceu 38% entre julho e setembro, em meio ao aprofundamento da adoção institucional. Na época, observadores do mercado afirmaram que o aumento da acumulação por empresas de tesouraria exercia pressão altista sobre o preço do Bitcoin.
A aposta em Bitcoin da ZOOZ sob pressão
A ZOOZ é estruturada em torno de uma estratégia de tesouraria em Bitcoin de longo prazo e acumulou 1.036 BTC (BTC) como ativo estratégico, oferecendo aos acionistas exposição indireta ao Bitcoin. Essa tese ajudou a ação a ganhar atenção quando foi lançada no início deste ano, mas não impediu que o preço caísse abaixo do limite de US$ 1.
O aviso não significa uma deslistagem imediata. Pelas regras da Nasdaq, a ZOOZ tem até 15 de junho de 2026 para registrar um preço de fechamento mínimo de US$ 1 por 10 pregões consecutivos, podendo ainda se qualificar para um segundo período de carência se atender a outros critérios.
As ações da Zooz despencam para menos de US$ 1. Fonte: Yahoo Finance
Por enquanto, a empresa afirma que suas operações não foram afetadas, mas reconhece que pode precisar recorrer às “opções disponíveis”.
Vencedores e perdedores da estratégia em Bitcoin
O alerta à ZOOZ surge menos de uma semana depois de a KindlyMD, outra empresa de tesouraria em Bitcoin criada a partir de uma fusão com a holding nativa em Bitcoin Nakamoto, de David Bailey, divulgar seu próprio aviso de deficiência de preço da Nasdaq após suas ações escorregarem abaixo de US$ 1.
A pressão por listagem não se limita a tesourarias puramente em Bitcoin. A Digital Currency X Technology (DCX), uma empresa de ativos digitais que reporta mais de US$ 1,4 bilhão em tokens após sua aquisição do token EdgeAI, anunciou em 18 de dezembro que havia recebido um aviso separado de não conformidade da Nasdaq, ligado aos requisitos mínimos de valor de mercado.
Isso não significa que todas as tesourarias em Bitcoin estejam sob risco. A Metaplanet, listada em Tóquio e que também utiliza o Bitcoin como ativo de tesouraria, continuou encontrando formas de acessar os mercados de capitais, mais recentemente liberando a emissão de novas ações e instrumentos de dividendos atrelados ao Bitcoin voltados a investidores institucionais.
A Strategy, a mais conhecida detentora corporativa de Bitcoin, também seguiu reforçando sua estratégia em dezembro, adicionando cerca de US$ 980 milhões em BTC em meados do mês e elevando seu total para mais de 671.000 moedas.
O ETF de Bitcoin da BlackRock, iShares Bitcoin Trust (IBIT), ficou em sexto lugar em entradas líquidas em 2025, apesar de ser o único fundo na lista a apresentar retorno negativo no período.
Dados compartilhados pelo analista de ETFs da Bloomberg, Eric Balchunas, mostram que o IBIT atraiu aproximadamente US$ 25 bilhões em entradas no acumulado do ano, mesmo com seu desempenho anual negativo. Em comparação, vários ETFs tradicionais de ações e títulos à frente do IBIT no ranking registraram ganhos de dois dígitos, enquanto o ETF lastreado em ouro GLD, que subiu mais de 60% no ano, atraiu menos capital do que o IBIT.
Balchunas descreveu o resultado como um “sinal muito bom” a longo prazo, argumentando que os fluxos revelam mais sobre o comportamento do investidor do que a movimentação de preços no curto prazo.
“Se você consegue US$ 25 bilhões em um ano ruim, imagine o potencial de entradas em um ano bom”, escreveu ele, apontando para o que chamou de “aula prática” de investidores experientes e focados no longo prazo.
IBIT registrou saldo positivo, mas retornos negativos. Fonte: Eric Balchunas
Por que a demanda dos ETFs não está favorecendo a alta do Bitcoin?
Enquanto isso, um investidor do mercado de criptomoedas questionou por que as compras institucionais contínuas por meio de ETFs não se traduziram em um desempenho de preço mais forte.
Em resposta, Balchunas sugeriu que o mercado pode estar se comportando mais como uma classe de ativos madura, onde os investidores iniciais realizam lucros e implementam novas estratégias para gerar renda, como a venda de opções de compra, em vez de buscar ganhos imediatos. Ele também observou que o Bitcoin subiu mais de 120% no ano anterior, moderando as expectativas de ganhos contínuos.
Na sexta-feira, os ETFs de Bitcoin (BTC) à vista nos EUA registraram saídas líquidas de US$ 158 milhões, com o FBTC da Fidelity sendo o único fundo a registrar saldo positivo. Enquanto isso, os ETFs de Ether (ETH) à vista registraram saídas de US$ 75,9 milhões, estendendo sua sequência de perdas para sete dias consecutivos.
BlackRock defende o IBIT após influxos negativos
O ETF spot de Bitcoin da BlackRock enfrentou forte pressão em novembro, com seu principal fundo, o IBIT, registrando saídas líquidas de cerca de US$ 2,34 bilhões, incluindo dois grandes saques. Apesar da retração, os executivos da BlackRock minimizaram as preocupações com o fato.
Em sua apresentação na Blockchain Conference 2025 em São Paulo, Cristiano Castro, diretor de desenvolvimento de negócios da BlackRock, afirmou que os ETFs de Bitcoin da empresa se tornaram um de seus maiores impulsionadores de receita. Ele argumentou que os ETFs são projetados para facilitar a alocação de capital e a gestão de fluxo de caixa, tornando períodos de compressão e saídas de capital normais.
O token nativo da Solana, SOL (SOL), caiu 52% entre 18 de setembro e 21 de novembro, acompanhando o colapso mais amplo do mercado de altcoins, que levou o Bitcoin a uma mínima de sete meses em US$ 80.000. Como resultado, o preço do SOL perdeu níveis importantes de suporte de longo prazo, com dados on-chain e técnicos sugerindo uma correção mais profunda abaixo de US$ 100.
Principais pontos:
O valor total bloqueado (TVL) da Solana caiu para uma mínima de seis meses em US$ 8,67 bilhões.
O volume semanal de negociação de memecoins na Solana despencou 95% em 2025.
Um padrão de bandeira de baixa projeta o preço do SOL em direção a US$ 86.
TVL da Solana cai para níveis de junho
O valor total bloqueado (TVL) na blockchain da Solana caiu mais de 34%, atingindo uma mínima de seis meses em US$ 8,67 bilhões na quarta-feira, a partir do pico de US$ 13,22 bilhões registrado em 14 de setembro. O TVL da Solana permaneceu abaixo de US$ 10 bilhões nos últimos 30 dias.
TVL da Solana. Fonte: DefiLlama
Dados da DefiLlama mostram que a queda subsequente do TVL foi liderada pelo staking líquido da Jito, com recuo de 53% desde meados de setembro. Outros aplicativos descentralizados importantes, como a DEX Jupiter, Raydium e o protocolo Sanctum, registraram quedas de 30%, 46% e 46%, respectivamente.
O potencial do SOL cair abaixo de US$ 100 é reforçado pela redução das taxas da rede da Solana, dos endereços ativos e da contagem de transações nos últimos sete dias.
Blockchains classificadas por taxas em 30 dias, em US$. Fonte: Nansen
As taxas da rede Solana totalizaram US$ 3,43 milhões na última semana, representando uma queda de 11% em relação à semana anterior e de 23% em comparação com o mês passado.
Da mesma forma, o número de endereços ativos (AAs) na camada base da Solana caiu 7,8% no mesmo período, enquanto o número de transações diminuiu 6,3% em sete dias.
As quedas em endereços ativos, número de transações e taxas da rede sugerem redução da demanda on-chain pelo SOL, aumentando a pressão negativa sobre o preço.
Volume de memecoins da Solana entra em colapso
A queda do TVL da Solana reflete o pessimismo em torno das memecoins baseadas na rede, que ficaram no vermelho de forma generalizada.
Memecoins da Solana registraram perdas de dois dígitos nos períodos semanal e mensal, como mostra a figura abaixo. A maioria desses tokens caiu entre 10% e 25% em relação às máximas locais.
Desempenho das memecoins da Solana. Fonte: CoinGecko
Essa queda nos preços das memecoins da Solana foi acompanhada por uma redução da atividade nas DEXs da blockchain de camada 1. O volume semanal de DEXs na Solana atribuído às memecoins permaneceu fraco, tendo despencado 95%, para US$ 2,7 bilhões, a partir do pico de US$ 56 bilhões registrado em janeiro, segundo dados da Blockworks Research.
O declínio da atividade de memecoins na Solana indica baixa atividade da rede e enfraquecimento do uso, o que afeta negativamente a demanda e o preço do SOL.
‘Bandeira de baixa’ do SOL aponta para US$ 90.000
Dados do Cointelegraph Markets Pro e do TradingView indicam que o SOL está sendo negociado abaixo de uma bandeira de baixa, sinalizando risco de novas quedas.
A bandeira de baixa é um padrão de continuação descendente que ocorre após uma queda significativa, seguida por um período de consolidação na parte inferior da faixa de preços.
O rompimento abaixo da linha de suporte da bandeira em US$ 135, na semana passada, abriu caminho para a próxima perna de queda da altcoin. O alvo medido da bandeira de baixa está em US$ 86, o que representa uma queda de 32% em relação ao nível de preço atual.
Gráfico de dois dias do SOL/USD. Fonte: Cointelegraph/TradingView
Antes de atingir esse nível, o SOL pode encontrar suporte na EMA de 200 semanas, em US$ 118, onde se espera que os touros façam uma defesa agressiva.
“Uma bandeira de baixa está se formando no gráfico de quatro horas da Solana”, afirmou o trader alavancado pseudônimo Grim em uma publicação no X na quarta-feira, acrescentando:
“Não ficaria surpreso em ver a Solana entre US$ 90 e US$ 100 em breve.”
Como o Cointelegraph noticiou, o rompimento do preço do SOL abaixo da linha de suporte do triângulo simétrico em US$ 126 sinalizaria que os ursos estão no controle, levando a uma correção mais profunda em direção a US$ 95.
Este artigo não contém aconselhamento ou recomendações de investimento. Todo investimento e operação envolvem risco, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa ao tomar decisões. Embora busquemos fornecer informações precisas e oportunas, o Cointelegraph não garante a exatidão, integridade ou confiabilidade das informações apresentadas. Este artigo pode conter declarações prospectivas sujeitas a riscos e incertezas. O Cointelegraph não se responsabiliza por quaisquer perdas ou danos decorrentes do uso dessas informações.
Este artigo não contém aconselhamento ou recomendações de investimento. Todo investimento e operação de negociação envolve risco, e os leitores devem conduzir sua própria pesquisa ao tomar uma decisão. Embora nos esforcemos para fornecer informações precisas e oportunas, o Cointelegraph não garante a exatidão, integridade ou confiabilidade de qualquer informação contida neste artigo. Este artigo pode conter declarações prospectivas que estão sujeitas a riscos e incertezas. O Cointelegraph não será responsável por qualquer perda ou dano decorrente da sua confiança nessas informações.
A HashKey pretende se tornar a primeira IPO totalmente nativa de criptomoedas de Hong Kong, listando 240,57 milhões de ações sob o regime regulatório de ativos virtuais da cidade.
O negócio vai além de uma simples bolsa de valores, combinando negociação, custódia, staking institucional, gestão de ativos e tokenização em uma única plataforma regulamentada.
A receita está crescendo, mas a empresa ainda incorre em prejuízos, pois investe pesadamente em tecnologia, conformidade e expansão de mercado.
A maior parte da receita obtida com a IPO deverá financiar infraestrutura e crescimento internacional, posicionando a listagem como uma aposta de longo prazo em mercados de ativos digitais regulamentados.
A HashKey quer se tornar a primeira exchange de criptomoedas em que os investidores de Hong Kong poderão comprar ações na bolsa de valores local. A empresa protocolou um pedido de oferta pública inicial (IPO) que poderá torná-la a primeira corretora de criptomoedas totalmente nativa do mercado de ações da cidade, listada em bolsa sob o novo regime de ativos virtuais. A empresa está oferecendo 240,57 milhões de ações, com uma parcela reservada para investidores de varejo locais.
As ações estão sendo comercializadas em uma faixa de 5,95 a 6,95 dólares de Hong Kong, o que pode chegar a 1,67 bilhão de HKD, cerca de US$ 215 milhões, e implicar uma avaliação multimilionária caso a oferta seja totalmente subscrita.
A previsão é de que as negociações comecem em 17 de dezembro na Bolsa de Valores de Hong Kong.
A HashKey já opera o que descreve como a “maior plataforma licenciada” de Hong Kong, um conjunto abrangente de serviços que inclui custódia, staking institucional e tokenização. Em seu último relatório, o grupo informou ter dezenas de bilhões de dólares de Hong Kong em ativos de staking e ativos da plataforma sob gestão.In the sections that follow, we will look at what the business does, how its financials compare, how it plans to use the IPO proceeds and why the outcome of this listing matters for understanding Hong Kong’s broader virtual asset ambitions.
Alguns analistas veem a IPO da HashKey como um teste em tempo real para saber se os mercados públicos estão dispostos a apoiar uma infraestrutura criptográfica altamente regulamentada.
Por que a IPO da HashKey pode ser um passo fundamental para Hong Kong
A HashKey está entre as primeiras grandes iniciativas para apresentar as novas regras de ativos virtuais de Hong Kong aos investidores de capital aberto. A exchange planeja oferecer um total de 240,57 milhões de ações, sendo 24,06 milhões destinadas a investidores locais e o restante a compradores internacionais, a um preço máximo de oferta de 6,95 HKD por ação.
O preço final será divulgado em 16 de dezembro de 2025, com o início das negociações previsto para o dia seguinte, sob o código de ações proposto de 3887. Caso a oferta seja totalmente subscrita no limite superior da faixa de preço, poderá atingir 1,67 bilhão de dólares de Hong Kong (HKD), cerca de US$ 215 milhões, tornando a HashKey potencialmente uma das empresas de criptomoedas mais proeminentes listadas na bolsa de valores da Ásia.
A listagem também representa um marco nos esforços de Hong Kong para reconstruir seu status como um centro de ativos digitais após anos de incerteza regulatória. Nos últimos dois anos, a cidade introduziu um regime de licenciamento específico para plataformas de criptomoedas de varejo e institucionais, permitiu serviços de staking rigorosamente controlados e fortaleceu os requisitos de custódia e a supervisão de stablecoins.
A HashKey oferece uma visão inicial e detalhada de como um negócio de criptomoedas multilinhas totalmente regulamentado pode ser dentro dessa estrutura.
A IPO pode servir como um teste em tempo real do apetite dos investidores por infraestrutura cripto com foco em conformidade, especialmente porque a China continental mantém limites rígidos para muitas atividades com ativos digitais. Pequim já tomou medidas para interromper alguns grandes projetos de stablecoins apoiados por tecnologia na cidade: o experimento de Hong Kong tem limites políticos.
O desempenho da HashKey após sua estreia pode ser visto como um indício inicial de se essas restrições ainda deixam espaço suficiente para que uma corretora de criptomoedas listada e lucrativa tenha sucesso.
O HashKey Group conta com o apoio de investidores institucionais consolidados, incluindo entidades ligadas à Wanxiang, o que lhe confere um perfil financeiro mais tradicional do que muitas corretoras offshore.
Que tipo de empresa está realmente abrindo capital?
Em teoria, a HashKey Holdings é uma oferta pública inicial (IPO) de uma exchange. Na prática, os investidores estão recebendo uma oferta de infraestrutura cripto mais ampla, que já foi analisada e licenciada de acordo com a regulamentação de Hong Kong.
No centro de tudo está a HashKey Exchange, uma plataforma de negociação sediada em Hong Kong e licenciada pela Comissão de Valores Mobiliários e Futuros (SFC) sob as licenças Tipo 1 e Tipo 7 para negociação e operação de uma plataforma de negociação de ativos virtuais. Ela oferece suporte a negociações à vista, serviços de balcão e conversão de moeda fiduciária para dólares de Hong Kong (HKD) e dólares americanos (USD). A empresa se descreve como a maior plataforma licenciada de Hong Kong, atendendo tanto clientes de varejo quanto profissionais.
Em torno disso, existe um ecossistema mais amplo. A HashKey Cloud fornece serviços institucionais de staking e nós, e a empresa afirma ter recebido aprovação para oferecer suporte a staking para ETFs (fundos negociados em bolsa) de Ether à vista em Hong Kong . Em seus registros, a HashKey informou ter administrado cerca de 29 bilhões de dólares de Hong Kong em ativos em staking no final do terceiro trimestre de 2025, posicionando-se como uma das maiores provedoras de staking da Ásia e entre as maiores do mundo.
O grupo também opera uma divisão de gestão de ativos que oferece fundos de criptomoedas e estratégias de investimento. De acordo com seus registros, possuía cerca de 7,8 bilhões de dólares de Hong Kong em ativos sob gestão em 30 de setembro de 2025. A empresa também entrou no mercado de tokenização por meio da HashKey Chain, uma rede focada em ativos do mundo real (RWAs), stablecoins e casos de uso institucionais. A empresa reportou aproximadamente 1,7 bilhão de dólares de Hong Kong em RWAs on-chain na rede.
Por fim, a HashKey tem investido no desenvolvimento de ferramentas de criptomoeda como serviço e na obtenção de licenças em diversos mercados, incluindo Singapura, Dubai, Japão, Bermudas e partes da Europa. Isso sugere que o IPO visa apoiar a expansão internacional e um modelo de infraestrutura white-label, e não apenas uma corretora em Hong Kong.
De acordo com as informações divulgadas pela HashKey, sua rede RWA já tokenizou mais de 1 bilhão de dólares de Hong Kong em ativos do mundo real em sua blockchain, incluindo produtos como notas estruturadas e crédito privado.
Receitas, perdas e a aposta “priorizar a conformidade”
A HashKey reflete um padrão típico de fase de crescimento: a receita aumentou rapidamente, mas a empresa continua consumindo caixa, pois investe em expansão, licenciamento e conformidade. A receita total aumentou de cerca de 129 milhões de HKD em 2022 para 721 milhões de HKD em 2024, um aumento de mais de 4,5 vezes em dois anos, com o lançamento de suas bolsas de valores em Hong Kong e Bermudas e o crescimento da atividade de negociação.
Esse crescimento ainda não se traduziu em lucros. Uma análise do relatório indica que as perdas líquidas quase dobraram no mesmo período, passando de 585,2 milhões de HKD em 2022 para 1,19 bilhão de HKD em 2024, impulsionadas por maiores gastos com tecnologia, pessoal, conformidade e marketing.
Os volumes de negociação aumentaram de 4,2 bilhões de HKD em 2022 para 638,4 bilhões de HKD em 2024, mas uma estratégia de baixas taxas e os custos de operação de locais licenciados em várias jurisdições mantiveram o resultado final profundamente negativo.
Números mais recentes sugerem que a trajetória pode estar melhorando. No primeiro semestre de 2025, a HashKey reportou um prejuízo líquido de 506,7 milhões de HKD, menor do que o prejuízo de 772,6 milhões de HKD no mesmo período do ano anterior.
A empresa justifica essas perdas como o custo de construir uma plataforma de ativos digitais licenciada, em conformidade com as normas e escalável, antes do ciclo de mercado. Argumenta que a longa e dispendiosa fase de desenvolvimento reflete a situação das principais corretoras do passado, antes de se tornarem lucrativas.
Como a HashKey planeja usar os recursos da IPO
A HashKey é explícita sobre como planeja usar o novo capital.
Aproximadamente 40% da receita líquida será destinada a melhorias em tecnologia e infraestrutura nos próximos três a cinco anos. Isso inclui a expansão da HashKey Chain e do mecanismo de correspondência da exchange, bem como o fortalecimento dos sistemas de custódia, segurança e back office. Os resumos da empresa também apontam para derivativos, produtos de rendimento e ferramentas institucionais aprimoradas como áreas específicas de desenvolvimento, o que aproximaria a HashKey do conjunto completo de produtos oferecido por grandes plataformas internacionais.
Outros 40% são destinados à expansão de mercado e parcerias com o ecossistema. Na prática, isso significa investir de forma mais agressiva em novas jurisdições e escalar os serviços de criptomoedas, nos quais bancos, corretoras e fintechs se conectam à infraestrutura de custódia e negociação da HashKey por meio de APIs, em vez de desenvolverem toda a infraestrutura internamente. A menção da empresa a licenças internacionais e relacionamentos institucionais sugere que seu objetivo é se diferenciar das exchanges que dependem principalmente da atividade de varejo.
Os 20% restantes são divididos entre operações e gestão de riscos (10%) e capital de giro e fins corporativos gerais (10%). Isso inclui contratações, fortalecimento da conformidade e dos controles internos, além da manutenção da flexibilidade do balanço patrimonial para lidar com os ciclos de mercado.
Próximo passo
Há três coisas a observar ao longo de dezembro:
Como o negócio é precificado e como as ações são negociadas após a listagem.
A questão é se a HashKey conseguirá transformar toda a sua plataforma, incluindo exchange, custódia, staking e tokenização, em receita estável e diversificada.
Quão firmemente Hong Kong mantém sua abordagem licenciada, porém aberta, em relação aos ativos digitais.
Se a HashKey for bem-sucedida, poderá abrir caminho para que outras exchanges, bancos e projetos de tokenização realizem IPOs na cidade. Caso contrário, o resultado poderá evidenciar as limitações práticas do experimento com ativos virtuais em Hong Kong.
Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda operação de investimento e negociação envolve risco, e os leitores devem conduzir sua própria pesquisa ao tomar uma decisão. Embora nos esforcemos para fornecer informações precisas e oportunas, a Cointelegraph não garante a exatidão, integralidade ou confiabilidade de nenhuma informação contida neste artigo. Este artigo pode conter declarações prospectivas que estão sujeitas a riscos e incertezas. A Cointelegraph não será responsável por qualquer perda ou dano decorrente de sua confiança nessas informações.
Gelephu Mindfulness City (GMC), uma zona administrativa especial do Butão, anunciou nesta quarta-feira que está lançando um token digital soberano lastreado em ouro chamado TER.
Segundo o anúncio da GMC, os depósitos físicos de ouro serão custodiados pelo DK Bank, um banco de ativos digitais regulado pelo governo do Butão, e emitidos na blockchain Solana.
Uma visão geral do setor de commodities tokenizadas, dominado por produtos de ouro tokenizado. Fonte: RWA.XYZ
Na primeira fase, os tokens permanecerão custodiados no banco, com as datas exatas de lançamento ainda indefinidas. “A compra dos tokens TER foi estruturada para ser tão segura e familiar quanto a aquisição de ouro físico em uma grande instituição financeira”, diz o anúncio.
O Cointelegraph entrou em contato com o DK Bank e com representantes da GMC, mas não havia recebido resposta até o momento da publicação.
Segundo o anúncio da GMC, o lançamento de um produto soberano de ouro tokenizado funciona como proteção contra a inflação monetária na era digital e representa mais um passo na estratégia de adoção da blockchain pelo país.
Butão sai na frente ao adotar criptomoedas e tecnologia blockchain
O Butão minera Bitcoin (BTC) desde 2019 usando energia hidrelétrica, e o país mantém cerca de 6.000 Bitcoins, avaliados em mais de US$ 540 milhões no momento desta redação, segundo a Arkham Intelligence.
Em janeiro, a GMC anunciou uma reserva de ativos digitais contendo BTC, Ether (ETH) e BNB (BNB), que depois foi ampliada para incluir quantias modestas de memecoins e outras altcoins.
O Butão fez parceria com o DK Bank e o Binance Pay em maio para oferecer aos turistas uma forma de pagar por hotéis, guias turísticos e ingressos usando mais de 100 criptomoedas.
Mais de 1.000 comércios no Butão aceitam pagamentos em criptomoedas por meio da parceria com o Binance Pay e o DK Bank.
Damcho Rinzin, diretor do Departamento de Turismo do Butão, afirmou que a adoção de pagamentos em criptomoedas ajuda o setor turístico do país, que enfrenta dificuldades devido à falta de uma infraestrutura de pagamentos robusta.
A Tailândia lançou ataques aéreos ao longo de sua fronteira disputada com o Camboja, informou o exército tailandês nesta segunda-feira (8), após ambos os países acusarem o outro de violar o acordo de cessar-fogo mediado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, há cerca de dois meses. Pelo menos um soldado tailandês foi morto e quatro […]
A câmara baixa do Parlamento da Polônia não conseguiu obter a maioria de três quintos necessária para derrubar o veto do presidente Karol Nawrocki ao Crypto-Asset Market Act, afastando ainda mais o país da regulamentação de seu setor de criptoativos em um momento em que parlamentares afirmam que a supervisão é cada vez mais urgente. […]
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Os ETFs (fundos negociados em bolsa) de Bitcoin à vista encerraram um mês difícil de saques com uma recuperação modesta, registrando entradas líquidas de aproximadamente US$ 70 milhões na semana. A reversão ocorre após quatro semanas consecutivas de fortes saídas de capital, que drenaram cerca de US$ 4,35 bilhões do setor e reduziram drasticamente o […]